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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

palavras se tivessem vida falavam;

(...)a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou.

C. F. Abreu

domingo, 18 de outubro de 2009

" Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não como simplesmente é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. "

(Mar sem fim - Amyr Klink)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sensibilidade, gentileza e futuro.

Futuro. Todo mundo tem expectativas em relação à própria vida: profissão, família, viagens...etc. E criar expectativa envolve sonho. Sonhar, acho e espero, todo mundo sonha. Mas as pessoas andam se perdendo nesse caminho entre almejar e realizar.

Cansei de tanta gente pensando grande, querendo muito e cheia de foco. Cadê a minha, a nossa sensibilidade? Olha, eu não quero que meus filhos cresçam assim. assim tão responsáveis, assim tão sem tempo. Assim tão século XXI. Elevador. Carro. Ipod. Trabalho. Iphone. Elevador. Ipod. Notebook.

É comum a pressa, os compromissos e tudo aquilo que, hoje, o mundo exige. O aqui, agora, pra ontem. No meio de tantos, valores como gentileza estão se perdendo por aí e fica difícil achá-la novamente. Por isso, sou a favor dos pequenos encontros diários com a gentileza: Os ‘bom dias, tarde e noites’, O ‘olha moço sua carteira vai cair’. ‘Obrigada’. ‘Claro que sim’. Gentileza, sabe? Sensações que valem a pena distribuir. Sorriso na boca, coração aberto e, por favor, desliguem seus mp3, 3, 10 ou 20!

Problema todo mundo tem. E acredite, não vai querer trocá-los pelo de seus pais e assim REGRESSIVAMENTE. O tempo é outro. E agora tempo é dinheiro. Que pena. Eu não quero ganhar dinheiro o tempo todo. Quanto mais se avança, menos se vive. Viver o meio-termo. Porque viver sem dinheiro não dá, e dá muito menos viver POR dinheiro.

Futuro. Eu quero o meu de mãos dadas com a sensibilidade. Quero gente pra me fazer companhia e me ensinar o que é ser assim. Quero que meus filhos sejam acostumados com o perdão, os fracassos e os amores sensíveis de novela. Quero o mundo cheio de gente boa, afim de compartilhar os sonhos lá de cima, cheinhos de gentileza, educação e amor...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

do que preciso pra ser feliz;

se fosse pra escolher, eu escolheria fazer nada. mas fazer nada o tempo todo dá tédio. aí, eu escolheria trabalhar. trabalhar cansa. a gente passa a ter horários, horários pra mim são chatos e dá mau-humor. aí, eu já tenho outro querer: escolheria ter férias. férias durante uns dois meses... muito sol, praia, viagens, amigos e violão. e então, ali, eu estaria plenamente na paz. Quando eu me cansasse de férias - e a gente cansa -, teria saudades da minha rotina. Mas não pediria pra voltar...

é engraçado essa história de satisfação com a vida. Apesar de não ter tudo na hora que quero, tem coisas que eu tenho e fico alegre por ter. Nos espaços que sobram entre almejar e o presente, fico imaginando se eu seria mais feliz vivendo com constantes. Rotina e responsabilidade são palavras de gente grande. Mesmo assim, a gente convive com elas desde pequeno. eu não quero crescer e ser constante na vida. e eu acho isso tão adolescente...hauahuahuahauauh. essa história de não querer fazer nada, ser vagabundo e feliz. ganhar na mega-sena e botar uma mochila nas costas. eu gosto dessa idéia, sabia? Agora, eu canso das coisas muito rápido. adoro novidade... e não sei se isso é coisa de adolescente, mas acontece assim... e tenho certeza: eu ia me cansar dessa vida-de-marola. E aí?! Volto aos espaços entre querer, não poder, esperar até acontecer e me cansar de novo.
porra! eu vivo no ponto e vírgula.