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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Notas

Meu relógio psicológico é desajustado. A fossa que era pra ter chegado, mais ou menos, três semanas atrás, vem se aprochegando de mim agora. Justo agora. No início, quem tava sentindo falta? Eu que não era. Mas é uma fossa estranha. Eu olho nossas fotos e vejo que o amor estava ali, mas acabou. Eu sinto falta das ligações, da preocupação. Mas, não tenho saudade do que a gente era junto. Eu tenho saudade do que a gente viveu junto, e já trago como uma lembrança gostosa. E eu sei onde quero ela: no passado. A fossa é quando eu penso e não acho ninguém pra me tratar feito uma namorada. Talvez sintomas de um coração cômodo e preguiçoso. Sim, porque paixonites dão muito trabalho - e são gostosinhas. whatever.

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Há muito tempo venho manifestando meu interesse em fazer um piercing. É que tenho procurado várias coisas, e tomado atitudes, de quem quer ver uma mudança na vida. Seja um piercing, um corte novo... Outro dia tava com uma sensação tão boa de que iria acontecer algo bom; algo muito bom. Fiquei ansiosa o dia todo. Resultado? comi feito uma louco e nada aconteceu. Ainda tenho uns disparates desses, mas pra quem quer colocar um piercing na barriga, não fica nada bem exibir um panceps gordinho. E pra que eu tô escrevendo isso? Pra ver se entra na cabeça que isso é sintoma da fossa citada acima.

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Reveillon. Porto Seguro seria o meu destino. Mas, entre as amiguinhas que tenho, tá difícil achar uma que esteja na mesma vibe que eu. Só tenho as 8 ou 80. Foda! 4 dias de festas. Chega bate tristeza de não ter comprado esta merda ainda. Mais um sintoma de quem está na fossa citada acima. Dps de quase dois anos sem procurar festa pra ir, me encontro sem companhia "certa" de reggae. Foda!!!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

(Des)obrigando a vida!

"Desobrigação de tudo". Tive a felicidade de ler essa frase em um twitter de uma profissional de comunicação e me apaixonei. Ela resume, com primor, a fase atual da minha vida. Coincidências mil foram me levando a um caminho que eu precisava seguir: essa coisa gostosa de se sentir aberta para a vida. E até parece mesmo que aquela coisa de zodíaco funcionou (certa feita recebi um email afirmando que a chegada dos 20 anos representava o ano 0, apontando uma espécie de recomeço - mensagem essa com palavras bem mais incrementadas... whatever).

Depois que os momentos passam e o sangue dá aquela esfriada, eu consigo enxergar melhor o que de fato aconteceu. Como acredito muito nessa coisa de energia - e ando um tanto quanto tentando elevar meu espírito (sério!) - acho que meu amigão me fez um doce agrado. O peso nas costas acabou. Agora eu tenho uma desobrigação gostosa com a vida... que o dia não precisa acontecer de acordo com os planos e cronômetros pra ser gostoso... que os deveres vão se ajeitando na rotina... que as coisas vão caminhando tão naturalmente... e eu me pergunto, como é que faz pra ser assim sempre?

A frase da minha colega despertou minha paixão pelas coisas do mundo. A desobrigação de tudo. Aplicando teoria à prática: eu não fico irritada com o engarrafamento diário das 18h pós job; eu canto música com a alma e adoro uma saidinha de rotina durante a semana. Teria outro diagnóstico para o meu caso, se não paixão? Agora eu tenho duas, cinco, mil borboletas voando na barriga! Clichê, mas eu tô me apaixonando todo dia. E não me sinto na obrigação em estar apaixonada. Tô com um coração vagabuuuuuundo que só. E satisfeita.