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domingo, 31 de julho de 2011

45 x 15 x 45

Esta seria, o que eu chamo, de conversa entre eu e uns pensamentos. Provavelmente, não levarei ninguém a lugar algum com o papo. Mas, vamos lá.

Eu quero um "intervalo de jogo" pra mim. Em Buenos Aires. Gastando muitos pesos. Pra colocar a rotina no lugar. Como nas novelas em que pessoas (pra sempre ricas) viajam durante 15 dias e voltam com a mente fresca. É que não gosto do meu espaço invadido pelo que eu já conheço e, bem ou mau, sempre deixo entrar, de novo e de novo. São as mesmas constatações. Insisto em observar de outro ângulo, outra perspectiva, mas me esbarro na essência. É assim e acabou. Um jeito que me incomoda, que entra e desconstroi minhas tentativas de coexistir em paz... comigo, que não sei ser um indivíduo 'não aceito você' e com o mundo à minha volta, que insisti em me mostrar que sou tão (in)diferente de tudo, e, ao mesmo tempo, enxergo tantas diferenças.


Pronto. Eu só quero ficar longe de tudo e pertinho do que, independente dos meios, vai sempre representar um modelo ideal: o modo de vida que meus pais desejam para mim.

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[Atualizando minha memória virtual, chamada blog, das sensações que quero lembrar]

A vaga inalcançavel da Rede Bahia foi minha. Fiquei feliz e orgulhosa por mim.
Mas a euforia de querer se esbarrou na realidade de que não sou uma ninja para trabalhar dois turnos. Um com uma carga de 6h diárias e plantões no fds, outro com 4h diárias. E ainda estudar.
Então, entre o nome no currículo e a experiência mais adequada para o meu momento, escolhi trabalhar na redação da instituição, 4h, com direito a coberturas jornalísticas frequentemente. Ah, e, que pra o jornalismo, paga bem. happy.

próximo ano tem congresso da ABRAJI. e, dessa vez, não perderei!

terça-feira, 12 de julho de 2011

ele é o burger king da minha vida

Não disfarço meu apreço pelo sanduba gorduroso, BK Stacker, do fast-food 'Burger King'. Em meio às minhas preferências digestivas, encontrei um amor que me provoca sensações à altura das emoções trazidas com as 620 calorias do hamburguer - sem contar com a batata frita e o copão 500mil de refri!

Ambos sabem o que eu gosto, e trazem, cada um a seu jeito, a fórmula ideal pra me deixar feliz enquanto estão pertinho de mim. E saboreio como se fossem os últimos pedaços de carne do mundo. Na fila pra comprar meu Bk, assim como à espera dele, fico imaginando o quanto será prazeroso reencontrá-lo. Longe, tenho saudades, muuuuitas saudades. Depois de comê-los, bate um cansaaaaço e uma vontade de permanecer onde estou, do jeito em que me encontro.

Não tem pra onde correr: ele é o burger king da minha vida!
Mas como nada é perfeito, um engorda e o outro, vez em quando, dá tilte.

A comparação também me levou a outra conclusão: ando nos extremos da gorduresse!

terça-feira, 5 de julho de 2011

A impressão que fica.

É senso comum: a primeira impressão é a que fica. Das várias que tive hoje, só pude comprovar uma. Editores chefes, além da cara de engajados e inteligentes, adoram seus respectivos jornais e são mais do que experts na sua editoria. A outra confirma a teoria de que às vezes as coisas não são o que parece. Bons estudantes de jornalismo - que eu classifico como aqueles que, no mínimo, escrevem bem - também falam besteiras e riem de bobagens. O engraçado é que na faculdade impera um tal de esbanjar seriedade.

Além de virginiana - prática e rotineira -, sou uma grande espectadora da vida dos outros. Observo tudo, todos os dias. Sistematizo uns pensamentos e crio minhas hipóteses. É uma atividade prazerosa que me enche de dúvidas sobre as pessoas e suas respectivas vidas. Fulano é sério e só fala sobre futebol. Será que ele é preconceituoso? Ciclano é bonito. Será que ele sabe disso e usa a seu favor? Beltrana é gorda e sorridente. Como ela se sente em frente ao espelho?

Quando tenho a oportunidade de conviver com 'estranhos', cada gesto e/ou diálogo me faz construir um universo pra cada pessoa. E tem gente - na minha cabeça, é claro - que parece não ter vida! Mas depois de tanta observação são raros esses casos.

Adoraria saber quais impressões eu causo nas pessoas.
E olha que, com minha inconstância de viver, mudo de humor, estilo e vontades todos os dias.

(Que tensão social, né?)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Das improbabilidades da vida

Vi um ônibus coletivo dar ré, e minha irmã garante que não é uma coisa, no mínimo, improvável. Outra situação improvável da vida, que não dei a oportunidade dela opinar, pois não a contei, foi ver um deficiente visual vender bala de hortelã dentro desse mesmo veículo. Adoraria que os resultados do meu dia continuassem nessa linha do improvável. Isso porque fui a uma 'entrevista-cara-a-tapa-no-mercado-de-trabalho' e não gostei do que produzi.

O meu entrevistador era, ninguém mais, ninguém menos, que Giaccomo Mancine, jornalista renomado na Tv Bahia, afiliada da Rede Globo. Gente fina e modesto, ele se apresentou pelo primeiro nome - como se nós quatro, eu e os 3 concorrentes, não soubéssemos quem ele é -, e um aperto de mão. 'Prazer!' - sorri e também estendi minha mão.

Então começou. Antes de mim, os três colegas - todos do sexo masculino! - falaram. Um me chamou atenção. "Participo do grupo de pesquisa sobre cibercultura, fiz intercâmbio estudantil, já estagiei na Ascom de XXX e agora, trabalho no A Tarde.", contou o jovem que estuda na UFBA. Fiquei me perguntando o que faz uma pessoa, estagiando no segundo maior jornal impresso da Bahia, querer mesmo sair de lá? "Busco novas experiências, quero conhecer gente nova", respondeu a Giaccomo, também esclarecendo minha dúvida e dando lugar a um único adjetivo para caracterizá-lo: maluco! Só pode. Depois da ascendente trajetória do meu colega era minha vez. Então, contei sobre minha carreira e porque queria fazer parte da equipe.

O próximo passo foi escrever um texto sobre a importância da internet. Comecei toda prosa já sabendo da minha desvantagem sobre o amigo concorrente com estudos sobre a (merda da) cibercultura, que, segundo a definição extraída do blog 'Discutindo a Comunicação', é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. E eu pensando que depois do texto produzido durante a 1ª etapa do processo seletivo, lá no IEL -  instituição que faz o intermédio entre os estudantes e os estágio - não precisaria mais passar pelo por testes técnicos.

Ainda conto mais. Além de ser apenas uma vaga, entre os requisitos do estágio está a disponibilidade em chegar a empresa às 5h da manhã para fazer a tal da ronda. Como de costume na rotina de um jornalista, Giaccomo teve a função de informar a novidade. "Sem problemas!", afirmei tão segura que, até agora, estou acreditando em mim.