A verdade é que eu sou apaixonada por histórias utópicas. Que por não poderem ser, aos meus olhos, são lindas. Daí minha imaginação fértil para colorir amores platônicos e passageiros. Não, eu não sou uma lunática desvairada e idiota. Tá, admito uns traços de uma loucura despretensiosa de ser. Sou uma espécie constante de contradições. Uma virginiana prática com os sonhos de quem tem a lua em Peixes. Não aprendi a ser minha própria relações-públicas, e gosto de tudo muito franco, claro... como realmente é. Não aprendi a falar sem sentir. Oito ou oitenta. De meio termo já basta minha confusão de existir, que para todo sempre vai me colocar em situações engraçadas, no mínimo.
Pois bem, numa dessas entrei numa história furada, que desde sempre foi furada, e eu sempre soube disso. É que tem ilusões tão gostosas, tão gostosas que a gente merece viver fio a fio. (Ó, que apreço pelo irreal, meudeus!). A verdade é que ter uma outra definição pra o que
sempre foi "incerto" e "distante" mudou alguma coisa na minha normalidade. Chegou um maremoto que não é só meu, que eu sei como acabar, mas não acabou.