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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Balanço de ano-novo!

Pra saber o caminho, é preciso definir o destino. A genuína felicidade pode não estar na rota, mas deve estar no objetivo da chegada.


Mais um ano. Mais um ano! E que ano. Certa vez, lendo um livro de astrologia anual, uma espécie de previsão para 2012 de cada signo, não dei muita bola. Mas naquele exato momento em que lia aquelas previsões "quase-que-escabrosas" para mim, eu também sabia que um dia iria fazer tanto sentindo, mas tanto, que lá na frente iria achar graça (teria que achar graça)... e assim aconteceu! Não porque tenha sido umas tristes coincidências. Desacredito cada dia mais nelas. Está tudo conectado... tudo. “Tem que existir alguma coisa a mais” pra fazer sentido, sabe?

Aprendi demais com os 20 anos, a suposta idade de renovação. (Isso de acordo com a mesma ideia astrológica, mas não a mesma fonte). Como quase sempre, ao parar para escrever, me surpreendo com as mudanças de um período. Numa perspectiva retrógrada, parece que tudo passa muito rápido. Mas não. A disposição das pessoas e situações na vida, sim, muda em um piscar de olhos, são as escolhas diárias. No entanto, como se escolhe viver a partir de toda essa maleável realidade é o que permanece. E aos que olham pra dentro, é o que se aprende, é o que se torna, é como se enxerga a própria existência. Hoje, aos quase 21, continuo com uma doce esperança que não me deixa parar de pensar que pode ser diferente. Não porque é utopia, não porque eu sou um conto de fadas. Mas porque eu mereço que assim seja. De novo, repito: tem que existir alguma coisa a mais.

Hoje, aos quase 21, também conheço parte do que transforma o "tudo isso" em "alguma coisa a mais": a paixão. Paixão pela jornada. Jornada de acreditar que todo dia é uma oportunidade de aprendizado, e uma única certeza: quanta coisa há nesse mundo que eu não sei, que eu não vivi. Quiça, nunca saberei. Nessa de não saber das coisas, eu caí na cilada de não saber o que querer da vida. Mas isso, ah, isso, a gente aprende na tora. São os erros que também constroem parte do que a gente é. Não é preciso saber como, mas tem que saber, sempre, onde se deseja chegar. Entre as incertezas do caminho, ter na cabeça - e no coração - o destino da gente, torna as escolhas diárias, as muitas pequenas escolhas diárias que fazem sentido somente lá na frente, mais simples. Pra agregar-se, mais uma vez, parte de um todo que, como já falei, se torna o nosso todo. Quem a gente escolhe ser sempre, mas, improvavelmente, para sempre. Porque a vida é uma eterna roda gigante. E de tudo, deveríamos levar o aprendizado, não é mesmo?

21 anos, pode chegar. I'm ready para mais um ano. Mais um ano! E talvez..."que ano!" :)))

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Para não fugir dos clichês;

Desde pequeno, a gente sabe o que é crescer. E cresce aprendendo que esse é o percurso normal da vida. Nascer, crescer, amadurecer, envelhecer e morrer. Com a vida, a gente vai aprendendo que na prática a teoria é outra. E vai descobrindo que nem tudo é o que parece; e que quase nada é como a gente quer. O que se quer nem sempre é tão difícil; mas quando vem fácil, parece nem que se tem. A gente constata, então, que realmente o que vem fácil, sim, também vai fácil. E, mesmo assim, a escolha nem sempre é pelo caminho difícil. Aprende-se, portanto, que a distância entre a largada e a chegada, vez ou outra, é mais extensa do que o previsto. E tem parada, e tem espera, e tem o que não se espera. Daí  a gente realiza também que as opções são infinitas, as oportunidades finitas e as decisões infinitivamente definitivas. Para o hoje, para o amanhã, mas, somente, falam pelo agora. E como são bonitas para o agora. Então, escolher vira parte de um agora que, com o tempo, vai se tornando parte de um todo. O nosso todo. O todo que a gente escolhe fazer parte. É quando se descobre que esse agora é cíclico e também vai fazer parte de todo o ciclo que é a vida. Entre nascer (envelhecer, crescer, amadurecer) e morrer.