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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Está tudo onde deveria estar.


Que a esperança dos novos dias continuem embalando meus sonhos, devaneios e minha mania de achar que tudo pode ser maravilhoso. Essa esperança que me faz ser intocável, querer ser mais, e buscar uma felicidade deliciosamente independente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2012

A verdade é que eu nunca soube "o-que-vou-ser-quando-crescer". Até por que eu nunca achei que cresci.

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Hora de cuidar de mim. O tempo de deixar a vida me levar acabou. Aliás, há muito eu deveria estar cansada de porres e ressacas morais. Hora de acordar!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Ao andar pela sala, vê a necessidade de trocar o forro das almofadas, de arrumar infiltrações no teto, de corrigir o mau contato do abajur. Mas não tem vontade de consertar a vida. O conserto exige esperança." (CARPINEJAR)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Notas

Meu relógio psicológico é desajustado. A fossa que era pra ter chegado, mais ou menos, três semanas atrás, vem se aprochegando de mim agora. Justo agora. No início, quem tava sentindo falta? Eu que não era. Mas é uma fossa estranha. Eu olho nossas fotos e vejo que o amor estava ali, mas acabou. Eu sinto falta das ligações, da preocupação. Mas, não tenho saudade do que a gente era junto. Eu tenho saudade do que a gente viveu junto, e já trago como uma lembrança gostosa. E eu sei onde quero ela: no passado. A fossa é quando eu penso e não acho ninguém pra me tratar feito uma namorada. Talvez sintomas de um coração cômodo e preguiçoso. Sim, porque paixonites dão muito trabalho - e são gostosinhas. whatever.

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Há muito tempo venho manifestando meu interesse em fazer um piercing. É que tenho procurado várias coisas, e tomado atitudes, de quem quer ver uma mudança na vida. Seja um piercing, um corte novo... Outro dia tava com uma sensação tão boa de que iria acontecer algo bom; algo muito bom. Fiquei ansiosa o dia todo. Resultado? comi feito uma louco e nada aconteceu. Ainda tenho uns disparates desses, mas pra quem quer colocar um piercing na barriga, não fica nada bem exibir um panceps gordinho. E pra que eu tô escrevendo isso? Pra ver se entra na cabeça que isso é sintoma da fossa citada acima.

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Reveillon. Porto Seguro seria o meu destino. Mas, entre as amiguinhas que tenho, tá difícil achar uma que esteja na mesma vibe que eu. Só tenho as 8 ou 80. Foda! 4 dias de festas. Chega bate tristeza de não ter comprado esta merda ainda. Mais um sintoma de quem está na fossa citada acima. Dps de quase dois anos sem procurar festa pra ir, me encontro sem companhia "certa" de reggae. Foda!!!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

(Des)obrigando a vida!

"Desobrigação de tudo". Tive a felicidade de ler essa frase em um twitter de uma profissional de comunicação e me apaixonei. Ela resume, com primor, a fase atual da minha vida. Coincidências mil foram me levando a um caminho que eu precisava seguir: essa coisa gostosa de se sentir aberta para a vida. E até parece mesmo que aquela coisa de zodíaco funcionou (certa feita recebi um email afirmando que a chegada dos 20 anos representava o ano 0, apontando uma espécie de recomeço - mensagem essa com palavras bem mais incrementadas... whatever).

Depois que os momentos passam e o sangue dá aquela esfriada, eu consigo enxergar melhor o que de fato aconteceu. Como acredito muito nessa coisa de energia - e ando um tanto quanto tentando elevar meu espírito (sério!) - acho que meu amigão me fez um doce agrado. O peso nas costas acabou. Agora eu tenho uma desobrigação gostosa com a vida... que o dia não precisa acontecer de acordo com os planos e cronômetros pra ser gostoso... que os deveres vão se ajeitando na rotina... que as coisas vão caminhando tão naturalmente... e eu me pergunto, como é que faz pra ser assim sempre?

A frase da minha colega despertou minha paixão pelas coisas do mundo. A desobrigação de tudo. Aplicando teoria à prática: eu não fico irritada com o engarrafamento diário das 18h pós job; eu canto música com a alma e adoro uma saidinha de rotina durante a semana. Teria outro diagnóstico para o meu caso, se não paixão? Agora eu tenho duas, cinco, mil borboletas voando na barriga! Clichê, mas eu tô me apaixonando todo dia. E não me sinto na obrigação em estar apaixonada. Tô com um coração vagabuuuuuundo que só. E satisfeita.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

20 anos.

Dizer que eu queria que meu aniversário não existisse é muito forte. Escrever isso é quase afirmar que não gosto de viver, e eu gosto. Mas alguma coisa acontece (em meu coração...♪) em alguns 25's de agostos. Porque eu queria não esperar nada do meu aniversário, mas não dá. Mãe, pai, irmã e amiga me lembram dele (a quem eu agradeço muito, não só por hoje, mas por estar c-o-m-i-g-o todos os dias), e pessoas me dão parabéns por isso. Tô comemorando o quê mesmo? A data que nasci...? Que também me faz lembrar de quanto eu queria que algumas pessoas - as quais eu me importo! - demonstrassem carinho sincero por mim, me faz ouvir/ler um monte de baboseiras clichês que não acrescentam nada pra minha vida, e que, mesmo que eu não crie, gera uma expectativa de "SEU ANIVERSÁRIO", a qual não estou de acordo. Foda-se meu aniversário. Se fosse pra comemorar, preferiria ficar olhando e ouvindo o mar tranquilamente, em Itacaré. Mas como a vida não é bem assim, preferia ter minha rotina normal, e esquecer que hoje eu deveria estar alegre e comemorando, a estar aqui escrevendo por conta dele.

Para a comemoração dos 21, vou programar uma viagem. Destino? não sei, hehehe. mas tem que ser um local pertinho, que dê pra relaxar em uma sex/sáb/dom


domingo, 31 de julho de 2011

45 x 15 x 45

Esta seria, o que eu chamo, de conversa entre eu e uns pensamentos. Provavelmente, não levarei ninguém a lugar algum com o papo. Mas, vamos lá.

Eu quero um "intervalo de jogo" pra mim. Em Buenos Aires. Gastando muitos pesos. Pra colocar a rotina no lugar. Como nas novelas em que pessoas (pra sempre ricas) viajam durante 15 dias e voltam com a mente fresca. É que não gosto do meu espaço invadido pelo que eu já conheço e, bem ou mau, sempre deixo entrar, de novo e de novo. São as mesmas constatações. Insisto em observar de outro ângulo, outra perspectiva, mas me esbarro na essência. É assim e acabou. Um jeito que me incomoda, que entra e desconstroi minhas tentativas de coexistir em paz... comigo, que não sei ser um indivíduo 'não aceito você' e com o mundo à minha volta, que insisti em me mostrar que sou tão (in)diferente de tudo, e, ao mesmo tempo, enxergo tantas diferenças.


Pronto. Eu só quero ficar longe de tudo e pertinho do que, independente dos meios, vai sempre representar um modelo ideal: o modo de vida que meus pais desejam para mim.

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[Atualizando minha memória virtual, chamada blog, das sensações que quero lembrar]

A vaga inalcançavel da Rede Bahia foi minha. Fiquei feliz e orgulhosa por mim.
Mas a euforia de querer se esbarrou na realidade de que não sou uma ninja para trabalhar dois turnos. Um com uma carga de 6h diárias e plantões no fds, outro com 4h diárias. E ainda estudar.
Então, entre o nome no currículo e a experiência mais adequada para o meu momento, escolhi trabalhar na redação da instituição, 4h, com direito a coberturas jornalísticas frequentemente. Ah, e, que pra o jornalismo, paga bem. happy.

próximo ano tem congresso da ABRAJI. e, dessa vez, não perderei!

terça-feira, 12 de julho de 2011

ele é o burger king da minha vida

Não disfarço meu apreço pelo sanduba gorduroso, BK Stacker, do fast-food 'Burger King'. Em meio às minhas preferências digestivas, encontrei um amor que me provoca sensações à altura das emoções trazidas com as 620 calorias do hamburguer - sem contar com a batata frita e o copão 500mil de refri!

Ambos sabem o que eu gosto, e trazem, cada um a seu jeito, a fórmula ideal pra me deixar feliz enquanto estão pertinho de mim. E saboreio como se fossem os últimos pedaços de carne do mundo. Na fila pra comprar meu Bk, assim como à espera dele, fico imaginando o quanto será prazeroso reencontrá-lo. Longe, tenho saudades, muuuuitas saudades. Depois de comê-los, bate um cansaaaaço e uma vontade de permanecer onde estou, do jeito em que me encontro.

Não tem pra onde correr: ele é o burger king da minha vida!
Mas como nada é perfeito, um engorda e o outro, vez em quando, dá tilte.

A comparação também me levou a outra conclusão: ando nos extremos da gorduresse!

terça-feira, 5 de julho de 2011

A impressão que fica.

É senso comum: a primeira impressão é a que fica. Das várias que tive hoje, só pude comprovar uma. Editores chefes, além da cara de engajados e inteligentes, adoram seus respectivos jornais e são mais do que experts na sua editoria. A outra confirma a teoria de que às vezes as coisas não são o que parece. Bons estudantes de jornalismo - que eu classifico como aqueles que, no mínimo, escrevem bem - também falam besteiras e riem de bobagens. O engraçado é que na faculdade impera um tal de esbanjar seriedade.

Além de virginiana - prática e rotineira -, sou uma grande espectadora da vida dos outros. Observo tudo, todos os dias. Sistematizo uns pensamentos e crio minhas hipóteses. É uma atividade prazerosa que me enche de dúvidas sobre as pessoas e suas respectivas vidas. Fulano é sério e só fala sobre futebol. Será que ele é preconceituoso? Ciclano é bonito. Será que ele sabe disso e usa a seu favor? Beltrana é gorda e sorridente. Como ela se sente em frente ao espelho?

Quando tenho a oportunidade de conviver com 'estranhos', cada gesto e/ou diálogo me faz construir um universo pra cada pessoa. E tem gente - na minha cabeça, é claro - que parece não ter vida! Mas depois de tanta observação são raros esses casos.

Adoraria saber quais impressões eu causo nas pessoas.
E olha que, com minha inconstância de viver, mudo de humor, estilo e vontades todos os dias.

(Que tensão social, né?)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Das improbabilidades da vida

Vi um ônibus coletivo dar ré, e minha irmã garante que não é uma coisa, no mínimo, improvável. Outra situação improvável da vida, que não dei a oportunidade dela opinar, pois não a contei, foi ver um deficiente visual vender bala de hortelã dentro desse mesmo veículo. Adoraria que os resultados do meu dia continuassem nessa linha do improvável. Isso porque fui a uma 'entrevista-cara-a-tapa-no-mercado-de-trabalho' e não gostei do que produzi.

O meu entrevistador era, ninguém mais, ninguém menos, que Giaccomo Mancine, jornalista renomado na Tv Bahia, afiliada da Rede Globo. Gente fina e modesto, ele se apresentou pelo primeiro nome - como se nós quatro, eu e os 3 concorrentes, não soubéssemos quem ele é -, e um aperto de mão. 'Prazer!' - sorri e também estendi minha mão.

Então começou. Antes de mim, os três colegas - todos do sexo masculino! - falaram. Um me chamou atenção. "Participo do grupo de pesquisa sobre cibercultura, fiz intercâmbio estudantil, já estagiei na Ascom de XXX e agora, trabalho no A Tarde.", contou o jovem que estuda na UFBA. Fiquei me perguntando o que faz uma pessoa, estagiando no segundo maior jornal impresso da Bahia, querer mesmo sair de lá? "Busco novas experiências, quero conhecer gente nova", respondeu a Giaccomo, também esclarecendo minha dúvida e dando lugar a um único adjetivo para caracterizá-lo: maluco! Só pode. Depois da ascendente trajetória do meu colega era minha vez. Então, contei sobre minha carreira e porque queria fazer parte da equipe.

O próximo passo foi escrever um texto sobre a importância da internet. Comecei toda prosa já sabendo da minha desvantagem sobre o amigo concorrente com estudos sobre a (merda da) cibercultura, que, segundo a definição extraída do blog 'Discutindo a Comunicação', é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. E eu pensando que depois do texto produzido durante a 1ª etapa do processo seletivo, lá no IEL -  instituição que faz o intermédio entre os estudantes e os estágio - não precisaria mais passar pelo por testes técnicos.

Ainda conto mais. Além de ser apenas uma vaga, entre os requisitos do estágio está a disponibilidade em chegar a empresa às 5h da manhã para fazer a tal da ronda. Como de costume na rotina de um jornalista, Giaccomo teve a função de informar a novidade. "Sem problemas!", afirmei tão segura que, até agora, estou acreditando em mim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Dupla dinâmica. Junta a fome e a vontade de devorar cada pedacinho."

Clarissa Corrêa

 
hauahuahauhaua, e só rindo com meu último post, fofa que sou!

domingo, 15 de maio de 2011

Os pingos nos i's das frases da minha vida.

linda é o caralho e eu não quero ir ao cinema, com você.

“-Oi-tudo-bem-e-aí-tô-ligando-pra-saber-se-você-vai-fazer-alguma-coisa-hoje-à-noite. Como se a gente tivesse obrigação de fazer alguma coisa toda noite. Só porque é sábado. Essa obsessão urbanóide de aliviar a neurose a qualquer preço nos fins de semana, pode? Tenho vontade de dizer nada, não vou fazer absolutamente nada. Só talvez, mais tarde, se estiver de saco muito cheio, tentar o suicídio com uma dose excessiva de barbitúricos, uma navalha, um bom bujão de gás ou algo assim. Se você quiser me salvar, esteja à gosto, coração.”

Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

tenho medo da certeza de certas pessoas

Lembra das vezes que jogava tudo pra cima em uma mistura de irresponsabilidade e uma vontade louca de viver a vida? Pelo mesmo motivo, hj eu procuro você. Poderia ligar, mandar sms, mas acho que umas palavras soltas doem menos na consciência de quem não deveria brincar com fogo. Não, dessa vez o fogo não é você. Sou eu. Você anda morno, como quem diz um tanto faz para a vida. E brinca comigo. Como você sempre fez.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

(over)doses

Todo mundo merece sensações novas. Minha dúvida é se com o tempo a gente esquece toda essa ânsia da novidade e perde o gosto pela descoberta.
Alguns ciclos da minha vida encerraram. Apesar de não ter sido completamente a agente ativa do processo, é como se esse outro alguém tivesse tomado as rédeas e me mostrou: 'essa é você'.
E eu sempre soube que rotina me incomoda. Anseio pelo ócio criativo, descarado, vagabundo... seja lá qual nome que for! - e ter overdoses do que eu quiser, (sobre-tudo), em qualquer coisa.

Pra começar, umas doses de tequila seria ótimo. Tenho andado meio bêbada, não é mesmo?

 
(Há tempos já desconfiava que um dia esse título serviria para mim. e caiu como uma luva.)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

mal acostumada

Depois de vivenciar um relacionamento longo, começo a me perceber cheia de sequelas.
Ele me acostumou muito mal.
Ainda finjo que não sei cuidar de mim, faço charminho e desejo a firmeza de alguém pra palpitar incisivamente - e com um carinho especial - sobre os meus excessos.
Atenção desnecessária faz falta.
É estranhamente parecido com a sensação de um filho que faz dengo após ser questionado pela mãe sobre aquela dor de cabeça.
'Quem ama cuida'. 
E quem não gosta de um cuidado, certo?

terça-feira, 15 de março de 2011

Viva a cachaça nossa de cada dia

Eu que fazia da vida uma grande brincadeira. Minha cachaça era descobrir. Criava sentidos, coloria as pessoas e achava graça de tudo. Ainda hoje tenho sintomas dessa bebedeira: rio demais e não sou lá muito boa com interpretações pequenas.
Nunca fui muito responsável. Ocasionalmente, me atrapalho com as obrigações da vida. Ou faço por que quero, ou porque realmente tanto faz. Mas, de uns tempos prá cá, as opções vêm ficando escassas. E então, bebo da fonte 'inconsequência'. Fico alegre e dura pouco. Ô cachaça ruim! A ressaca, insuportavelmente triste, faz a realidade parecer cinco vezes mais intensa do que o comum. E vou levando.


Hoje bebo, bebo, bebo mas continuo sóbria.
Agora tenho a plena certeza de que preciso reencontrar uma cachaça boa pra chamar de minha.


"Não me deixe viver o que posso. Que me seja permitido desaprender os limites."

Fabrício Carpinejar

domingo, 27 de fevereiro de 2011

eu tenho pressa

Tenho a doce pretensão de que a vida vai melhorar pós Carnaval. Depois de viver a tal agonia de trabalhar na festança, espero ter um tempo mais calmo. Antes, tenho que entregar alguns exercícios na faculdade e ajustar minha saúde física. Adoro o resultado da malhação atual, apesar de não ser o final feliz do corpo dos sonhos, e quero melhorar.

***

Cansei de tanta piriguetagem do meu lado! Quanto mais convivo com tais exemplos, mais tenho certeza do que não sou e não quero ser. Meu Deus.
E sinceramente, não me espanto com muitas coisas e até considero a liberdade uma ótima escolha. É só que descobri o meu limite, que por sinal tem ditado certo: tudo em excesso, é sobra.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

escolhas.

é simples: ou estudo à noite ou vou perder por falta na faculdade.

Preciso refazer minha querida rotina!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Reinventar para continuar

Pela história de quem conhece os caminhos e, que quase sem querer, acaba falando o que é preciso escutar. Pela boa vontade de quem rotineiramente resgata o que há de melhor dos lixos da vida e pergunta: 'Ta irritada? quero ver você feliz!' capaz de quebrar qualquer má vontade. Pelo amor de quem ampara o choro em uma companhia silenciosa.

Reinventar para desejar de novo e não desistir.

Querer é muito simples e desejar é pouco quando se quer o mundo.
Te convido a re-desejar.