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sábado, 22 de dezembro de 2012

rascunhos

Olho para o céu e grito interrogações. 
Quem embaralhou minhas idades?

Pronto. Playlist tocando para começar a escrever. Não poderia afirmar que se trata de uma playlist. Modo de reprodução: repetir música. Uma música. 21, Scambo. Não podia ser melhor. Sobre planos, frases, rascunhos e poesia.

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Admiro a noite, a lua e o olhar maquiado que elas me permitem ter da vida.

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Humanamente inviável assistir ao passado ir embora e nada sentir.

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Sábado, 22 de dezembro, ressaca do suposto fim do mundo.

A falta de apetite é a única consequência saudável que ele desperta em mim. No auge da necessidade de perder peso, extrair da vida um aspecto positivo como este é lucro. Aí eu paro e me pego pensando, e sonhando, e devaneando sobre pretéritos imperfeitos, mais que perfeitos. "Quanto tempo vai durar?", me questiono, insegura. Meu subconsciente prático lateja em resposta quase que imediata: "o tempo que você quer que dure, dona do próprio tempo". Mentira pura. "Mas a gente tende a acreditar somente naquilo que se quer, né?", penso eu. É, talvez, eu precise mesmo...pra redescobrir uma fé que, adormecida, existe em mim.

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"Mas tudo bem. 
Levei um tempo até entender que pode ser muito libertador não se sentir parte de nada. 
E tu sabe como sou, dramatizo para dar às coisas a importância que originalmente elas não têm."
Gabito Nunes