Tô descobrindo se o que eu ainda nutro por você é uma espécie de ódio ou um carinho descarado demais.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Entre tantas e outras coisas...
A morte é
a ausência definitiva. Cravada na rotina do dia-a-dia ela ganha cor nas pequenas
ações que antes não faziam algum sentido. É a ausência presente. Está nas fotos
que não atraíam mais olhares, mas que agora despertam uma triste atenção.
Atenção de quem quer relembrar o que foi deliciosamente agradável. Lugares
comuns onde ficam os porta-retratos dão vazão a olhares nostálgicos do que se
foi; e não poderá mais ser. É a pia do banheiro que desperta lembrança, é o baú
que remete a um sorriso largo... é a comida que já não está mais ali. É a
ausência que se sente minimamente em cada pedacinho, agora, vazio da própria
casa. A companhia que vai se descobrindo, sorrateiramente, também vazia. O que
é saudade, se torna lembrança do que não pode mais vir a ser. A morte é a
definição de como será a partir do agora.