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domingo, 13 de maio de 2012

Entre tantas e outras coisas...

A morte é a ausência definitiva. Cravada na rotina do dia-a-dia ela ganha cor nas pequenas ações que antes não faziam algum sentido. É a ausência presente. Está nas fotos que não atraíam mais olhares, mas que agora despertam uma triste atenção. Atenção de quem quer relembrar o que foi deliciosamente agradável. Lugares comuns onde ficam os porta-retratos dão vazão a olhares nostálgicos do que se foi; e não poderá mais ser. É a pia do banheiro que desperta lembrança, é o baú que remete a um sorriso largo... é a comida que já não está mais ali. É a ausência que se sente minimamente em cada pedacinho, agora, vazio da própria casa. A companhia que vai se descobrindo, sorrateiramente, também vazia. O que é saudade, se torna lembrança do que não pode mais vir a ser. A morte é a definição de como será a partir do agora.


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