Olho para o céu e grito interrogações.
Quem embaralhou minhas idades?
Pronto. Playlist tocando para começar a escrever. Não poderia afirmar que se trata de uma playlist. Modo de reprodução: repetir música. Uma música. 21, Scambo. Não podia ser melhor. Sobre planos, frases, rascunhos e poesia.
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Admiro a noite, a lua e o olhar maquiado que elas me permitem ter da vida.
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Humanamente inviável assistir ao passado ir embora e nada sentir.
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Sábado, 22 de dezembro, ressaca do suposto fim do mundo.
A falta de apetite é a única consequência saudável que ele desperta em mim. No auge da necessidade de perder peso, extrair da vida um aspecto positivo como este é lucro. Aí eu paro e me pego pensando, e sonhando, e devaneando sobre pretéritos imperfeitos, mais que perfeitos. "Quanto tempo vai durar?", me questiono, insegura. Meu subconsciente prático lateja em resposta quase que imediata: "o tempo que você quer que dure, dona do próprio tempo". Mentira pura. "Mas a gente tende a acreditar somente naquilo que se quer, né?", penso eu. É, talvez, eu precise mesmo...pra redescobrir uma fé que, adormecida, existe em mim.
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"Mas tudo bem.
Levei um tempo até entender que pode ser muito libertador não se sentir parte de nada.
Levei um tempo até entender que pode ser muito libertador não se sentir parte de nada.
E tu sabe como sou, dramatizo para dar às coisas a importância que originalmente elas não têm."
Gabito Nunes
Gabito Nunes
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