Páginas

domingo, 30 de março de 2014

sobre observar e absorver

Eu vi. Instantes depois de uma ligação, consegui ter cinco segundos de clareza. E sabe o quê? O caminho está completamente avesso a mim. Me tiraram da rota, do eixo...e fui eu. Foram cinco segundos, apenas cinco. Precisava anotar aqueles lampejos de boa fé que a gente tem quando a desgraça é próxima. Depois chorei. Chorei porque sabia exatamente que a minha amargura em relação a duas vidas não muda o que elas são ou dão. (É que é mais fácil fechar a janela do próprio quarto do que observar a mesma paisagem todos os dias... e reinventar beleza). Mas minha janela sempre esteve aberta. Só não chegaria a um lugar mais distante senão a um palmo de mim. E, à frente, um espelho. A linguagem tinha de ser sobre aquela, aqueeela boa fé que a gente tem de ser na vida. Pra observar as paisagens e absorver nos detalhes a leveza de se sentir parte de alguma coisa. Minha janela continua aberta - e eu preciso enxergar de novo.



“Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
e insistir em usar os remos,
é o mal que a água faz quando se afoga e 
o salva-vidas não está lá porque não vemos” 

2 comentários:

Unknown disse...

Lembro que nem sempre se manifestando tem gente te acompanhando.
nunca está só!!!kkk

luanidades disse...

HahahHaha, coisas da internet! Apareça sempre e mostre-se quando quiser.